UNIVERSIDADES PRIVADAS

Defesa dos estudantes das universidades pagas

Desde os anos 90, houve uma grande expansão do ensino privado no Brasil. Esta foi fruto dos governos neoliberais que assumiram o país no período pós-ditadura e não investiram nas universidades públicas, nem democratizaram o seu acesso, demonstrando o caráter de classe do Estado, cumprindo a vontade dos empresários da educação.
Esta política faz que com que cerca de 80% dos estudantes universitários do país, em sua maioria trabalhadores, estejam nas universidades privadas, a procura de qualificação de sua força de trabalho. Assim, além de te quer sustentar sua família, têm de pagar as mensalidades exorbitantes, sem nenhuma assistência estudantil garantida pela instituição privada. Não há garantia a estes estudantes o acesso a uma educação de qualidade com professores qualificados e boas estruturas.

Não temos duvida sobre o papel do Estado. Seu objetivo não é regulamentar o ensino superior. E com o projeto de lei 7200/2006, a Reforma Universitária, do Governo Lula este processo de expansão das universidades privadas se intensificou.  Com o Governo Dilma não vai ser diferente. O Estado passa de regulador a provedor do ensino superior, seja privado ou público. O resultado desta política é a total desregulamentação do ensino superior no país, dando liberdade para as universidades privadas aumentarem as mensalidades anualmente ou semestralmente, sem prestar contas à sociedade da qualidade do ensino oferecido.

As universidades privadas funcionam como um fábrica: extração de mais-valia da força de trabalho dos professores e demais funcionários, em função de uma educação que cumpre o papel de qualificador de força de trabalho. Muitas dessas universidades estão em grupos e monopólios nacionais, com cotação no mercado financeiro.

O movimento estudantil nas universidades privadas pode cumprir um duplo papel na luta em defesa das reivindicações dos estudantes. Pode, através da organização por local de estudo nessas universidades, conseguir ter inserção com os trabalhadores da educação. Muitos estudantes são trabalhadores nas próprias universidades, participar das eleições de CIPAs e, através das entidades estudantis, contribuírem na denúncia e na propaganda das reivindicações dos trabalhadores nessas universidades. Atacar cirurgicamente o Capital nessas instituições pode acumular forças para organização dos trabalhadores, enquanto classe contra o Capital e fortalecer o peso das reivindicações especificas imediatas que levam os estudantes a se movimentar.

É fundamental que a UNE acorde para a luta dos estudantes das universidades privadas, buscando uma ampla unidade do movimento estudantil em suas reivindicações!

Por assistência estudantil, financiada pela própria universidade!

Pela redução das abusivas mensalidades!

Contra precarização do ensino universitário no país!

Pela organização dos trabalhadores que estudam!

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